Ser um Piloto.
Tenho muita satisfação e orgulho por ser um piloto. O que eu mais gosto na minha profissão é ter oportunidade de estar em contato com pessoas e lugares novos, assim como poder voar em aviões diferentes. Na aviação, trabalhamos com três prioridades inseparáveis: segurança, conforto e economia, nessa ordem. Primeiramente, a paixão pelos aviões e pelo vôo em si; em segundo lugar, a possibilidade de uma carreira interessante e diferente. Há alguns anos atrás, ser piloto de avião era sinônimo de status e glamour. Hoje é apenas mais uma profissão. Antigamente, associava-se a profissão ao perigo e à aventura, o que gerava o referido glamour. Esse modelo de aviador perdeu-se no tempo. Hoje, o piloto é um profissional altamente capacitado, que voa em aviões extremamente seguros, com toda a tecnologia a seu favor. As jornadas de trabalho variam de acordo com o tipo de vôo e a rota a serem feitos, o número de pessoas que compõem a tripulação e outros fatores. Mas trabalhamos aproximadamente o mesmo tempo que outros profissionais. Além do vôo, há dias em que ficamos à disposição da empresa como pilotos em sobreaviso (uma espécie de reserva) e dias reservados aos treinamentos, como regulamentos de tráfego aéreo, técnica de equipamento (estudo dos sistemas do avião em que voamos), combate a incêndios, primeiros socorros, cargas perigosas e outros assuntos. Pela regulamentação da profissão, temos no mínimo oito folgas por mês, mas estou falando da aviação executiva e de linhas aéreas, na aviação agrícola as regras na verdade são outras, o trabalho é pesado, na safra tem que se aproveitar todo o tempo possível, dez ou doze horas de vôo diário é normal, folgas não existem, só quando chove que é impossível de se trabalhar, não dá para aplicar produtos agrícolas nessas circunstâncias, um piloto agrícola só ganha quando está voando, parado não, mas o período da safra é de cinco meses, temos que nos esforçar aos extremos, essas são as regras da aviação agrícola. 











