19/11/2009

Eficiência na Aplicação Aérea
A perfeição e a suavidade das curvas levam à boa execução do “tiro”, bem como a entrada e saída, de maneira idêntica que um tráfego bem feito precede a um bom pouso, durante a curva, mesmo os melhores pilotos agrícolas devem estar cientes dos perigos que podem espera-lo. O peso total, vento, altitude e densidade, tudo isso tem efeito no desempenho da aeronave durante as curvas. Entretanto, uma boa técnica pode prevenir quase todas as situações adversas que possam ocorrer. A maioria dos aviões agrícolas carregados voam muito próximo de sua velocidade de perda durante as curvas, isso exige do piloto uma grande dose de habilidade e percepção. Deve-se dar a devida atenção à velocidade na qual o piloto pode executar as curvas ou “balões”. Eles sabem que não estão “faturando” quando não estão aplicando o produto, entretanto muitos acidentes com a aviação agrícola estão associados com perdas e parafusos nos “balões”. O piloto tenta fazer os balões rapidamente e “estola” o avião durante a curva.
A verdadeira medida de um piloto não é o tempo que ele pode executar o balão, mas, o tempo mais rápido que ele pode executar com segurança. Dependendo da área que está sendo tratada um piloto poderá fazer até quinhentas curvas em um dia, se ele demorar cinco segundos a mais em cada curva a segurança aumentará, ao fim do dia a diferença do tempo será pequena. Em geral, é bastante duvidoso se os poucos segundos que possam ser economizados ao fazer curvas mais apertadas valem a pena pela redução da segurança do vôo. Uma velha regra se aplica a todos os vôos, certamente se aplica aos pilotos: nunca exceder os limites da aeronave, se o piloto seguir essa regra o vôo será positivamente seguro.

25/10/2009

Decolagem Curta

Decolagem em pista curta, com alta umidade do ar, temperatura alta e acima do nível médio do mar, condições normais do centro-norte do nosso País, situação desagradável para um piloto com o avião carregado. Mantenha o peso da carga dentro dos padrões da aeronave, cheques preliminares são indispensáveis, dê uma atenção especial nos pneus, calibragem baixa dificultará o aumento da velocidade no solo, vá para a cabeceira da pista, se fez cheque de motor ou de motores faça novamente nessa posição, pressione os freios não acione os flaps, dê toda potência nos motores quando a RPM alcançar o máximo solte os freios, o avião começará a correr na pista, uma mão no manche e a outra no comando dos flaps, a velocidade vai aumentar rapidamente, mantenha a aeronave na pista até o final, nesse momento a velocidade vai estar acima da normal de decolagem, acione o manche e os flaps ao mesmo tempo, na subida a velocidade começará a cair, recolha o trem de pouso mantenha os flaps e diminua a pressão no manche, a razão de subida vai diminuir e a velocidade vai aumentar, se tiver obstáculos à frente desvie usando mais o leme de direção e menos os ailerões, para não formar muito arrasto, procure não fazer desvios maiores de 45º para cada lado, ao ultrapassar os obstáculos reduza os motores para subida normal, quando atingir a altitude desejada recolha os flaps. Mantenha-se calmo. Quando falo em correr até o fim da pista é para pilotos com um pouco mais de experiência, treine em uma pista longa, sem flaps e com flaps, haverá uma diferença de quatro a cinco milhas na velocidade que é fundamental para a decolagem. O poder decisório e a responsabilidade pela aeronave são do piloto.

01/10/2009

Precauções.
Desenvolvimento da aviação agrícola tem sido dificultado, às vezes, pela ocorrência em excesso de acidentes. Entretanto, com a vigilância e cuidado por parte dos operadores, pilotos e equipes de terra, assistência e informações das autoridades o índice de acidentes podem ser reduzidos a níveis razoáveis. A prevenção de acidentes requer uma atitude positiva no sentido de se sentir (e, portanto, evitar) uma possível seqüência de eventos que culminaria em um desastre.
As regras e práticas normais de um bom piloto se aplicam da mesma forma (se não mais) ao vôo agrícola como em outras formas de operações. Os homens e as máquinas são operados muito próximos dos limites, portanto, as margens de erros são mínimas. Esse é um fator particularmente importante aos pilotos que tenham realizado a maioria de seus vôos em atividades menos críticas, como aviação esportiva e comercial, uma pilotagem imperfeita tornará um avião agrícola rapidamente no mais perigoso jato de guerra.
Durante as operações agrícolas não há tempo para o piloto relaxar, sendo que a fadiga física e mental se tornam perigosas. Para se ter uma idéia um piloto agrícola desgasta aproximadamente 3.000 calorias por dia. É muito importante que se tenha uma alimentação regulada, mas às vezes é difícil se conseguir isso em condições de campo. Faça o melhor possível.

01/09/2009

Vantagens da Aviação Agrícola.
Nos dias atuais, a utilização da aviação agrícola vai muito além das aplicações aéreas em lavouras de soja e outras culturas. O Setor do Reflorestamento Industrial que acelera um mercado promissor no País começa a se beneficiar das vantagens das aplicações aéreas, substituindo as aplicações de fertilizantes, fungicidas e inseticidas, que antes eram feitas manualmente. Estimando o aumento das áreas de plantio de eucaliptos e pinus dos atuais sete milhões para quinze milhões de hectares nos próximos dez anos, o uso das aplicações aéreas proporcionam alto rendimento com baixo custo. Também é o caso da cultura da cana de açúcar, onde seus produtores já descobriram essas vantagens e utilizam-se cada vez mais da aviação agrícola, aplicando, por exemplo, um hormônio para rápido crescimento que acelera o crescimento da cana, fazendo com que ela seque no momento certo de concentração da sacarose, antecipando com isso em um mês a colheita. Com uma demanda crescente, tanto no mercado interno quanto no externo, os produtores de cana de açúcar pretendem aumentar as áreas de plantio de seis milhões para dezoito milhões de hectares nos próximos dez anos. A utilização da aviação agrícola será uma grande aliada para se atingir esse objetivo. O uso da aviação agrícola também já é largamente feito em combate a endemias urbanas como a dengue, em substituição ao tradicional meio de pulverização antes realizada por caminhões que nem sempre eram eficientes. Muitas vantagens apontam cada vez mais para o uso da aviação agrícola, que também oferece grande eficiência com as aplicações aéreas de dispersantes aditivados apropriados em caso de derramamentos ou vazamentos de óleo no mar, diminuindo a contaminação ambiental nessas situações, sem falar na grande utilidade da aviação agrícola no combate a incêndios florestais.

31/07/2009

Airbus A380.
No dia 25 de outubro de 2007, o maior jato de passageiros já construído fez o seu primeiro vôo comercial, saindo de Changai em Cingapura e chegou em Sydney na Austrália, com 471 passageiros, e 30 tripulantes numa viagem de cerca de sete horas. Ele é tão grande que alguns aeroportos precisaram ser reprojetados para acomodá-lo. Ele pode transportar mais passageiros e carga que qualquer outro avião comercial, além de seus projetistas terem afirmado que ele aumenta a eficiência, utiliza menos combustível e gera menos ruídos. O gigante Airbus A380 tornou-se hoje o primeiro avião comercial a utilizar combustível alternativo, constituindo um marco na rota para os biocombustíveis no setor.O construtor aeronáutico europeu assegura que não é necessária qualquer alteração técnica para que o aparelho possa utilizar gás de petróleo liquefeito (GPL), que é concebido para poder ser misturado com o combustível normal utilizado pelos aviões, o jet fuel. A Airbus adianta ainda que esta aeronave, penalizada pelo atraso na entrada em produção, será um ponto de partida na construção da nova geração de aviões movidos a combustíveis limpos, num momento em que a indústria se encontra sob forte pressão para reduzir as emissões de gases para a atmosfera.
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02/07/2009

Ser um Piloto.

Tenho muita satisfação e orgulho por ser um piloto. O que eu mais gosto na minha profissão é ter oportunidade de estar em contato com pessoas e lugares novos, assim como poder voar em aviões diferentes. Na aviação, trabalhamos com três prioridades inseparáveis: segurança, conforto e economia, nessa ordem. Primeiramente, a paixão pelos aviões e pelo vôo em si; em segundo lugar, a possibilidade de uma carreira interessante e diferente. Há alguns anos atrás, ser piloto de avião era sinônimo de status e glamour. Hoje é apenas mais uma profissão. Antigamente, associava-se a profissão ao perigo e à aventura, o que gerava o referido glamour. Esse modelo de aviador perdeu-se no tempo. Hoje, o piloto é um profissional altamente capacitado, que voa em aviões extremamente seguros, com toda a tecnologia a seu favor. As jornadas de trabalho variam de acordo com o tipo de vôo e a rota a serem feitos, o número de pessoas que compõem a tripulação e outros fatores. Mas trabalhamos aproximadamente o mesmo tempo que outros profissionais. Além do vôo, há dias em que ficamos à disposição da empresa como pilotos em sobreaviso (uma espécie de reserva) e dias reservados aos treinamentos, como regulamentos de tráfego aéreo, técnica de equipamento (estudo dos sistemas do avião em que voamos), combate a incêndios, primeiros socorros, cargas perigosas e outros assuntos. Pela regulamentação da profissão, temos no mínimo oito folgas por mês, mas estou falando da aviação executiva e de linhas aéreas, na aviação agrícola as regras na verdade são outras, o trabalho é pesado, na safra tem que se aproveitar todo o tempo possível, dez ou doze horas de vôo diário é normal, folgas não existem, só quando chove que é impossível de se trabalhar, não dá para aplicar produtos agrícolas nessas circunstâncias, um piloto agrícola só ganha quando está voando, parado não, mas o período da safra é de cinco meses, temos que nos esforçar aos extremos, essas são as regras da aviação agrícola.

30/05/2009

Trabalho e Segurança.
A aviação agrícola costuma operar, por questões econômicas e pelo reduzido tempo propício para aplicação, nos seus limites máximos. Todos os fatores de operação são ponderados para atingir a máxima produção com o mínimo dispêndio de recurso humano, aeronáutico e agrícola. Respeitando essa filosofia, as pistas de pouso e de decolagem têm que ser localizadas o mais perto possível da área a ser tratada para evitar um translado antieconômico e uma operação demorada. E são as pistas agrícolas que sofrem nesse esforço de maior eficiência. O piloto agrícola normalmente se vê decolando com a carga máxima em uma pista de terra, cascalho ou grama e, o que é mais crítico, curta.
Sabe-se também que grande parte das culturas que utilizam a aviação agrícola, como a soja e o arroz, são culturas de verão. As manhãs e as tardes são frescas nesse clima temperado, mas o dia nessa época é quente e úmido.
Juntando esses três fatores: Aeronave carregada, pista curta e temperatura elevada. O que resulta em condições desfavoráveis para uma operação segura. Um trabalho com segurança precisa ser previamente calculado por tabelas próprias para a operação para se ter uma noção teórica e quantitativa dos efeitos de altitude e densidade na operação de uma aeronave. E finalmente, procurar dar ao piloto, condições de defender a sua segurança apoiado na razão.

08/04/2009

Perigos para aviação agrícola na lavoura .
Primeiros vôos do dia são os mais perigosos é a hora em que os pássaros se alimentam, das pragas, insetos, lagartas.
Como o vôo é baixo, a aeronave ao se aproximar dos animais eles se assustam com o barulho do motor, e levantam vôo na vertical se chocando com a aeronave, a pancada é violenta e chegam a rasgar a fuselagem, outras aves maiores como a ema, parente da avestruz, chegam a arrancar o trem de pouso da aeronave, causando acidentes sérios, saindo do “tiro” (aplicação do produto) iniciando o “balão” (fazer a volta para retornar à aplicação) geralmente é sobre uma mata que surgem outros perigos, são os pássaros maiores, como pombos selvagens, urubus, araras e outros que voam desordenadamente e acabam se chocando contra a aeronave, rompendo o pára-brisa e atingindo o piloto, ocasionando acidentes praticamente inevitáveis.
Muitos pilotos perderam suas vidas por esse problema. Pilotos desistem da profissão por medos que surgem no decorrer do tempo, existem analistas para auxiliar mas poucos resolvem, depois que o medo se instala não tem solução.
Com tudo isso ainda somos criticados, mas somos profissionais com responsabilidades, sem nosso trabalho o alimento não chega a sua mesa, vamos respeitar quem sabe o que está fazendo temos formação profissional, o perigo nos defensivos agrícolas está nas mãos de quem não tem nenhuma formação e envenenam a lavoura e o meio ambiente, sem responsabilidade
.

14/03/2009

Garimpo Vida e Morte .
Nos tempos dos garimpos no Brasil, pilotos arriscavam suas vidas voando em situações críticas, em aeronaves sem manutenção, pistas de pouso no meio da mata, peso de carga acima do limite, doenças, crimes. Poucos sobreviveram a essa aventura na corrida do ouro. A maioria dos pilotos da aviação comercial não teria coragem de voar em tais circunstâncias. A maioria das pistas de pousos eram picadas abertas no meio da selva, onde os pilotos decolavam e pousavam sem saber se conseguiriam completar a operação. Ainda hoje existem no Norte do País pilotos que voam nessas condições, levando mantimentos, remédios, pessoas para pequenas aldeias e vilarejos onde o meio de transporte é só o avião, são verdadeiros heróis não reconhecidos, sou testemunha por que vivi essa situação. Essa é uma realidade cruel, e um alerta para os novos pilotos que estão começando .
Amazônia Vida e Morte.

02/02/2009

Um dia de um piloto agrícola.
Começa um novo dia na rotina de um piloto agrícola, levanta-se as 04:00 da manhã, prepara o seu avião e começa o seu trabalho, voando a um metro de altura sobre a lavoura a uma velocidade de 110 milhas/horas, descuidos não podem existir, quaisquer desvios da atenção pode causar um sério acidente e a perda da sua vida, ventos cruzados, tocos na lavoura, árvores, rede elétrica e pássaros. Em uma hora pode voar 120 hectares e assim voa o dia todo, sem parada para almoço. O motor não é desligado nem para abastecer, trabalho estressante, que no fim do dia a exaustão é tão grande que precisa auxílio da equipe de solo para sair da aeronave, estaciona seu avião, retorna até a sede da fazenda, toma seu banho, janta e repousa, melhor dizendo desmaia na cama, é assim a vida de um piloto agrícola, semana após semana durante toda safra, voar em um avião agrícola é pior que voar num caça de guerra.

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